Para não perder o costume de entrar no blog.. desejo a vcs um Feliz ano novo.. e q o texto abaixo "dê pano pra manga" das reflexões..
Abraços, Carol!
Canção para os fonemas da alegria¹
Thiago de Mello
Peço licença para algumas coisas.
Primeiramente para desfraldar
este canto de amor publicamente.
Sucede que só sei dizer amor
quando reparto o ramo azul de estrelas
que em meu peito floresce de menino.
Peço licença para soletrar,
no alfabeto do sol pernambucano
a palavra ti-jo-lo, por exemplo,
e poder ver que dentro dela vivem
paredes, aconchegos e janelas,
e descobrir que todos os fonemas
são mágicos sinais que vão se abrindo
constelação de girassóis gerando
em círculos de amor que de repente
estalam como flor no chão da casa.
Às vezes nem há casa: é só o chão.
Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
diferente, que acaba de nascer:
porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,
e acaba por unir a própria vida
no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão
que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena paga por ser homem,
mas o modo de amar – e de ajudar
o mundo a ser melhor. Peço licença
para avisar que, ao gosto de Jesus,
este homem renascido é um homem novo:
ele atravessa os campos espalhando
a boa-nova, e chama os companheiros
a pelejar no limpo, fronte a fronte
contra o bicho de quatrocentos anos,
mas cujo fel espesso não resiste
a quarenta horas de total ternura.
Peço licença para terminar
soletrando a canção de rebeldia
que existe nos fonemas da alegria:
canção de amor geral que eu vi crescer
nos olhos do homem que aprendeu a ler.
¹Fonte: Freire, P. 1978. Educação como prática da liberdade, 8a edição. RJ, Paz e Terra. O poema foi originalmente publicado em 1965.
Pesquisa (???)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Textos para prova
Pessoas,
os textos que não estão na xerox podem ser baixados nesses links...
http://www.mediafire.com/view/?i38ffme5mxems55 "para que serve a História"
http://www.mediafire.com/view/?jvmdhmdykzqb3tb "por um ensino que deforme"
No mais é isso.. bjus!!
Ahhhh, recebo a atividade na quinta até as 17h na sala da revista ameríndia, se não souberem onde é me liguem... 97021446..
os textos que não estão na xerox podem ser baixados nesses links...
http://www.mediafire.com/view/?i38ffme5mxems55 "para que serve a História"
http://www.mediafire.com/view/?jvmdhmdykzqb3tb "por um ensino que deforme"
No mais é isso.. bjus!!
Ahhhh, recebo a atividade na quinta até as 17h na sala da revista ameríndia, se não souberem onde é me liguem... 97021446..
sábado, 15 de dezembro de 2012
Avaliação
CENTRO
DE HUMANIDADES
DEPARTAMENTO
DE HISTÓRIA
Disciplina:
Oficina de História Geral I HI037 (64h)
Período:
2012.2
Prof. Jailson Pereira da Silva
PRIMEIRA ATIVIDADE ESCRITA DE
AVALIAÇÃO
DATA DE ENTREGA 20-12-2012
TEMA -
Em “identificação”, Tom Zé faz uma leitura da nossa vida cotidiana constatando
que, mergulhados na superfície, estamos (des)vivendo num mundo que nos
identifica e controla; que gastamos mais tempo com “idas ao banheiro para atividades diversas” do que com “alegriazinhas espontâneas”. Enquanto
isso, Durval Muniz nos desafia indicando que precisamos lutar “Por um ensino que deforme”. Por fim, Freire
em “Pedagogia da Autonomia”, nos
interpela sobre os “saberes necessários à
prática docente”. E nós? como nos colocamos na condição de sujeitos –
professoras e alunos da História -
diante "desse mundo louco" e dos desafios inerentes à educação e ao ensino da História?
Façam
um texto pensando como os encontros vivenciados em sala de aula ajudam (ou não)
na nossa construção como educadores. Usem suas experiências docentes/ discente,
citem exemplos, recorram aos textos... mas, não passem de 5 (cinco) laudas.
http://letras.mus.br/tom-ze/164887/ (LINK PARA CANÇÃO DO TOM ZÉ)
ALBUQUERQUE Jr. Durval
Muniz. Para que serve a história?
Recife-João Pessoa: s.e., 2001.
ALBUQUERQUE Jr.
Durval Muniz Por um ensino que deforme. In: PINHEIRO, Aurea da Paz e PELEGRINI,
Sandra. Tempo, Memória e Patrimonio
Cultural. Teresina: EDUFPI, 2010, P. 55-72
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1996.
PS.
Há uns pequenos desencontros entre a letra da música e o canto do Tom Zé. Relevem;
afinal, naqueles tempos, ainda se faziam (abertamente) propagandas de cigarro, “CPF”
era “CIC” e “INSS” era “INPS”.
PS2.
Vale (sempre) a pena ler “poema em linha reta”, pra sabermos que também somos
tortos e cometemos nossas torturas.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Estética
OI pessoas,
o Jailson falou sobre a estética do texto e tal.. logo pensei num texto que mesmo sendo a resposta de uma prova de Física é muito lindo. Depois que vcs lerem, com certeza, vão entender como é lindo nosso português e como podemos dar forma aos nossos textos para que não fiquem tão massentos e chatos..
Abraços, Carol.
Marighella era aluno do 5º ano no Ginásio da Bahia quando, em
23 de agosto de 1929, respondeu em versos a uma prova de física. Foi a
primeira de uma série. Tirou nota dez e a prova ficou exposta, no
corredor do colégio, até 1965. Mais tarde, foi incluído no livro Poemas: Rondó da Liberdade (São Paulo, Brasiliense, 1994).
Ginásio da Bahia aos 23 de 29 deste oitavo mês.
Doutor, a sério falo, me permita,
Em versos rabiscar a prova escrita.
Espelho é a superfície que produz, Quando polida, a reflexão da luz.
Há nos espelhos a considerar
Dois casos, quando a imagem se formar.
Caso primeiro: um ponto é que se tem;
Ao segundo um objeto é que convém.
Seja a figura abaixo que se vê,
o espelho seja a linha betacê.
O ponto P um ponto dado seja,
Como raio incidente R se veja.
O raio refletido vem depois
E o raio luminoso ao ponto 2.
Foi traçada em seguida uma normal
o ângulo I de incidência a R igual.
Olhando em direção de R segundo,
A imagem vê-se nítida no fundo,
No prolongado, lu minoso raio,
Que o refletido encontra de soslaio.
Dois triângulos então o espelho faz,
Retângulos os dois, ambos iguais.
Iguais porque um cateto têm comum,
Dois ângulos iguais formando um.
Iguais também, porque seus complementos
Iguais serão, conforme uns argumentos.
Quanto a graus, A+I possui noventa,
B+J outros tantos apresenta.
Por vértice opostos R e J
São iguais assim como R e I.
Mostrado e demonstrado o que é mister,
I é igual a J como se quer.
Os triângulos iguais viram-se acima,
L2, P2, iguais, isto se exprima.
IMAGEM DE UM PONTO
Atrás do espelho plano então se forma
A imagem, que é simétrica por norma.
IMAGEM DE UM OBJETO
Simétrica, direita e virtual,
E da mesma grandeza por final.
Melhor explicação ou mais segura
Encontra-se debaixo na figura.
o Jailson falou sobre a estética do texto e tal.. logo pensei num texto que mesmo sendo a resposta de uma prova de Física é muito lindo. Depois que vcs lerem, com certeza, vão entender como é lindo nosso português e como podemos dar forma aos nossos textos para que não fiquem tão massentos e chatos..
Abraços, Carol.
Prova em versos
Marighella era aluno do 5º ano no Ginásio da Bahia quando, em
23 de agosto de 1929, respondeu em versos a uma prova de física. Foi a
primeira de uma série. Tirou nota dez e a prova ficou exposta, no
corredor do colégio, até 1965. Mais tarde, foi incluído no livro Poemas: Rondó da Liberdade (São Paulo, Brasiliense, 1994).
Por Carlos Marighella
Ginásio da Bahia aos 23 de 29 deste oitavo mês.
Doutor, a sério falo, me permita,
Em versos rabiscar a prova escrita.
Espelho é a superfície que produz, Quando polida, a reflexão da luz.
Há nos espelhos a considerar
Dois casos, quando a imagem se formar.
Caso primeiro: um ponto é que se tem;
Ao segundo um objeto é que convém.
Seja a figura abaixo que se vê,
o espelho seja a linha betacê.
O ponto P um ponto dado seja,
Como raio incidente R se veja.
O raio refletido vem depois
E o raio luminoso ao ponto 2.
Foi traçada em seguida uma normal
o ângulo I de incidência a R igual.
Olhando em direção de R segundo,
A imagem vê-se nítida no fundo,
No prolongado, lu minoso raio,
Que o refletido encontra de soslaio.
Dois triângulos então o espelho faz,
Retângulos os dois, ambos iguais.
Iguais porque um cateto têm comum,
Dois ângulos iguais formando um.
Iguais também, porque seus complementos
Iguais serão, conforme uns argumentos.
Quanto a graus, A+I possui noventa,
B+J outros tantos apresenta.
Por vértice opostos R e J
São iguais assim como R e I.
Mostrado e demonstrado o que é mister,
I é igual a J como se quer.
Os triângulos iguais viram-se acima,
L2, P2, iguais, isto se exprima.
IMAGEM DE UM PONTO
Atrás do espelho plano então se forma
A imagem, que é simétrica por norma.
IMAGEM DE UM OBJETO
Simétrica, direita e virtual,
E da mesma grandeza por final.
Melhor explicação ou mais segura
Encontra-se debaixo na figura.
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=187811&id_secao=11
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